Universo na palma da mão


28/05/2007


Angústia e lamentações



* “Das visões que me perseguiam naquelas noites compridas umas sombras permanecem, sombras que se misturam à realidade e me produzem calafrios”

                                                                                                                                                         * (Texto do livro Angústia, de Graciliano Ramos)



Hoje eu vim falar sobre a angústia, esse maldito sentimento de aflição que tem tomado conta das minhas noites mal dormidas, venho me sentido como aquele homem daquela história, que amava uma mulher e derepente ela morre, e no auge do seu luto e desespero, ele procura alguém pra desabafar sua dor, só que as pessoas não querem ouvir seus lamentos, então sem ter a quem recorrer, bambeando entre a loucura e a lucidez ele resolve contar sua tristeza para o seu cavalo.


E eu? Que nem cavalo tenho, faço desse espaço um lugar de refúgio, onde posso colocar pra fora sentimentos que me fazem imensamente infeliz, mais não venho aqui falar de uma tristeza comum daquelas que atormentam os corações feridos, a minha tristeza é ansiosa, que parte de um sentimento, que tem necessidade de causa, motivo e razão de ser, e por mais que eu tente, é uma tristeza que não passa, e trás com ela sentimentos de apatia, indiferença, desesperança, falta de perspectivas ou prazer pela vida, os mais “espertos” me diriam que tudo isso é um sinal claro de depressão, e se não fosse eu tão teimoso poderia até concordar com esse diagnóstico, mais talvez eu não queira concordar com isso, talvez eu queira viver trazendo comigo um belo sorriso, mas o sorriso que eu levaria não seria um sorriso sincero, não de verdade, seria um sorriso mascarado, se todos soubessem quanta tristeza pode se esconder por trás de um simples sorriso, e os olhos são os grandes delatores, por que o rosto pode até parecer feliz, mais os olhos não conseguem disfarçar a tristeza que existe na alma.



Quem sabe se não chegou a hora de desistir de perseguir a felicidade, e aceitar as coisas como elas são, e que não tenho grandes amigos por aqui. Ando pelas ruas com a estranha sensação de deserto, cáustico, vazio e sufocante, não há ninguém por aqui, estou completamente sozinho em um mundo repleto de estranhos, onde está o meu amor? Não sei dizer...



É com grande surpresa que tenho notado o número de visitas sempre crescente aqui nesse espaço, apesar da falta de comentários (com exceção da moça que busca diamantes e que sempre se faz presente), que me desculpem todos os que vêm aqui, mais vocês não encontrarão aqui palavras do tipo “Você possui o necessário para atingir a grandiosidade em tudo que você quiser”, ou “Você tem dentro de si o potencial para conquistas extraordinárias.”. No momento, só me resta amargura para compartilhar.



Eu queria ter a grandeza de espírito de poder rir do vento, assim como a minha amada faz com tanto desprendimento, mais eu não sei, não fui capaz de aprender, e agora só me resta o vazio de mais uma noite sem fim...

 



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Ouvindo Espanhola, 14 Bis.


Escrito por Edu, dos corações solitários às 19h55
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