Universo na palma da mão


24/06/2007


Morrendo lentamente.

 

 

Venho curtindo uma tristeza que não é mole! O que me deixa sem jeito é não saber, e de certa forma sabendo, os porquês deste meu sofrimento. Desaprendi a amar? De compreender? Tornei-me egoísta?

 

Sabe aquele tipo de doença que se espalha lentamente pelo corpo? E pouco a pouco vai corroendo, destruindo os órgãos, as células, até que não reste mais nada e a pessoa morre? Às vezes ela vem com uma sutileza maquiavélica, silenciosamente pequena, microscopicamente mortal, você passa anos com ela, vivendo uma espécie de coexistência pacífica, ela passa despercebida sem que você se dê conta de que algo tão temível vive dentro de você, e que você de certa forma mesmo sem saber a alimenta dia a dia.

A doença de que estou falando é a Mágoa, ou o rancor, como vocês acharem melhor. A mágoa é como um câncer, quando você pensa que tudo está bem, ela vem sorrateira como uma cascavel e morde o seu calcanhar, ela acaba com os seus sonhos, na verdade ela te impede de sonhar, ela não se contenta apenas com a proeza de ter matado o amor que um dia você sentiu, ela é faminta e está sempre querendo mais, aos poucos ela se espalha e vai destruindo sua esperança, ela faz você perder a fé em Deus, nas pessoas e em si mesmo.

Com o tempo vc se acostuma com ela, e passa a crer que enxergar as coisas com amargura é natural, seus amigos e as pessoas que convivem com vc passam a evitá-lo, pois sua falta de alegria, de entusiasmo, e até mesmo de senso de humor o tornam insuportável, e isso nem é culpa sua, vc está doente, vc tem mágoas no coração, um dos sintomas da mágoa é justamente o de fazer vc pensar que não a tem, vc diz “eu superei tudo isso, hoje não sinto mais nada”, e ela continua ali, sussurrando coisas no seu ouvido, sugestionando certos atos, certas ações, transformando um ser humano em um monstro sem alma.

 Não há mais alegrias e nem sorrisos, aqueles olhos brilhantes e o desejo de um dia descobrir o que existe por trás do horizonte morreu, tudo foi corroído por um sentimento escravizador da alma, e só restou o vazio, a frieza e a amargura de uma mente sem lembranças, pois até mesmo o grito das boas lembranças é sufocado pelo oceano escuro e frio da indiferença.

 

Socorro!!!!!!!!  Eu estou muito doente.

 

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Ouvindo Good Bye my lover, James Blunt

Escrito por Edu Merovíngeo às 18h27
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