Universo na palma da mão


08/10/2008


Não vale a pena

 

“Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso.
Sobrou meu velho vício de sonhar.
Pular de precipício em precipício -
Ossos do ofício.
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar:
Que é uma pena,
Mas você não vale a pena...
Não vale uma fisgada dessa dor.
Não cabe como rima de um poema
De tão pequena.
Mas vai e vem, e envenena
E me condena ao rancor.
De repente, cai o nível...
E eu me sinto um imbecil.
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado...
O velho texto batido,
Dos amantes mal-amados,
Dos amores mal-vividos,
E o terror de ser deixado.
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida...
E é pra não ter recaída,
Que não me deixo esquecer:
Que é uma pena,
Mas você não vale a pena."

 

 

 

Acho que essa música representa  muito bem o que eu tenho sentido nos último tempos... Qual a razão de sofrer por alguém que não “vale a pena?”.

 

Essa pergunta  eu deixo suspensa, parada no ar, pois acho que já conheço a resposta muito bem, durante muito tempo andei sofrendo por uma menina que por uns tempos também me quis, mais quando tudo acaba um lado sempre perde mais, e dessa vez quem mais perdeu fui eu, eu tenho um terrível defeito, eu demoro a me apaixonar por alguém mais quando eu amo, FUDEU!!!  Eu me entrego, eu assumo, eu escancaro de vez, eu chuto baldes sem medo nenhum, e grito pra quem quiser ouvir “EU AMO VC!!!”...

E eu digo que isso é um defeito, por quê? Porque quando tudo acaba eu acabo junto, eu me destruo, fico remoendo fatos, imaginando onde eu errei e o que eu poderia ter feito, será que o erro foi meu? E quando aquela pessoa começa a tratar você como um estranho completo, aí é o fim, teve um dia que a encontrei online depois de semanas de um vazio sem fim, eu lembro do quanto eu fiquei ansioso pra falar com ela, minhas mãos tremeram, suaram, troquei letras, escrevi errado, apaguei por mais de quatro vezes uma simples frase, “puxa a quanto tempo, eu estava precisando falar com vc, tudo bem?” e ainda hoje eu lembro do rápido diálogo que tivemos

 

- Estou bem sim, olha eu preciso falar com umas pessoas e já venho falar com vc

- Mais vem mesmo, eu preciso mesmo falar com você é  muito importante

- Ta.

 

E lá eu fiquei por uma tarde inteira, foram horas em que eu ansioso esperei por apenas um “oi”, mais nada aconteceu, fiquei sentado como alguém que mendiga atenção, e vítima de uma tristeza profunda quando percebi que ela tinha ido embora pura e simplesmente, da mesma forma como entrou ela se foi, sem um simples “oi” ou um fatídico “tchau”, eu queria apenas saber se ela estava bem, se estava se alimentando direito, e dizer que ainda a amava e que nada e nem ninguém poderia mudar isso, mais ela foi embora sem dar muita importância ao que eu queria falar.

 

E assim ela foi me apagando da vida dela, mais esse era um direito que a Angélica tinha, e eu precisei respeitar, e hoje tenho entendido  que não vale a pena sofrer se ela já decidiu me apagar, não quero mais chorar por ela, pois minhas lágrimas foram amargas, e lágrimas amargas ferem os olhos, não quero mais ferir meus olhos, quero chorar sim, e que o meus choros sejam de alegrias e de momentos felizes, e quero dar um novo sentido a minha vida, o que passou passou, quero deixar o passado no lugar em que ele deve ficar, no passado, aprendi que cada dia é um novo dia, e que eu devo correr em busca da felicidade um dia por vez.

 

Sei que não é fácil esquecer alguém que foi tão especial, existe um trecho de outra musica que me consola as vezes.

 

“De hoje em diante vou modificar
O meu modo de vida
Naquele instante que você partiu
Destruiu nosso amor
Agora não vou mais chorar
Cansei de esperar, de esperar enfim
E pra começar eu só vou gostar
De quem gosta de mim”

 

Se alguém tiver a receita de como encontrar a felicidade, passa pra mim, eu estou precisando

 

Até a próxima

Escrito por Edu Merovíngeo às 21h53
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26/09/2008


O Mar.....

 

 

Por vários anos morei em uma cidade litorânea, o mar tava lá 24 horas por dia a um pulo de distância, mais como eu nunca fui muito “praieiro”, eram raros os dias em que eu ia à praia.

 

Mais só agora eu pude perceber o quanto o mar é bonito, na maioria das vezes vc precisa perder algo para só então dar o devido valor, estava a quase 5 anos sem ver o mar e a algumas semanas atrás precisei viajar a trabalho para Maceió, fiquei 3 dias hospedado em um hotel com uma vista excelente para o mar. Minha rotina foi muito simples, eu acordava às 6 :00 saía do hotel as 7:30 e voltava as 17:00, e lá estava o mar para me receber, e na minha opinião são essas as melhores horas pq ao contrário das demais pessoas eu prefiro os leves tons de cinza, nesses dias eu ficava horas na orla observando o ir i vir das ondas, até caminhei algumas vezes, sozinho como sempre, engraçado pq não pude deixar de pensar na minha ex mulher, ela não se contentaria apenas com a beleza das ondas, ela teria que sentir na pele o toque da água salgada, meu Deus como éramos diferentes, diferentes demais para que desse certo, ela iria adorar a oportunidade para criticar minha opção de não entrar na água, acho que é por isso que existem tantos ex casais, algumas pessoas acham que o fato de estarem ao lado de uma outra pessoa por um determinado tempo lhes dá o direito de ferir e machucar apenas para deixar as diferenças mais acentuadas, “sou diferente, logo sou melhor”, que pensamento patético!!!!

 

Apesar do mar e da sua beleza, os dias que passei por aqui não foram alegres para mim, não pelo fato de eu ter pensado em minha ex, nós começamos errados e quando qualquer coisa começa assim não tem muita chance de dar certo, os dias foram tristes e as noites longas e solitárias, e pq essa cidade me faz lembrar da Angélica, ela mora aqui, ao mesmo tempo tão longe e tão perto.

 

Será que as circunstâcia conspiram contra mim?????????

 

Escrito por Edu Merovíngeo às 19h02
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15/09/2008


Amigo agente não encontra em qualquer esquina, amigos precisam ser garimpados, amigos não são aqueles que te desejam bom dia ou que sorriem quando te vêem, é tudo ilusão, esses são aqueles que nos momentos difíceis te viram as costas, a realidade nua e crua é...As pessoas não gostam de vc, elas gostam do seu status ou do que vc pode fazer por elas, já vivi essa situação varias vezes.
Por isso sou um homem de poucos amigos, mais esses poucos estarão comigo pro que der e vier, conquistar minha amizade é tarefa difícil por um motivo, costumo matar e morrer pelos meus amigos e não espero nada diferente em troca, amigos são aqueles que apontam seus defeitos, que brigam e até mesmo dizem coisas difíceis mesmo pq existem certas verdades que não dizemos para qualquer um, mais para um amigo de verdade agente diz mesmo que essas verdades machuquem pra caramba, mais quando tudo parece perdido ele está lá, pra te ouvir, nem sempre ele vai entender mais sempre vai apoiar suas decisões ainda que ele não concorde com elas, é ele quem vai atirar a corda pra vc lá no fundo do poço, é a mão que te ajuda a levantar e mesmo se as cruzes pesarem demais, amigo de verdade as carrega com vc.

Quem tiver amigos assim que preservem essas amizades, elas são raríssimas e valem ouro, perder um amigo é como perder parte de si mesmo é algo insubstituível. Agradeço a Deus pelos poucos amigos que eu tenho, são poucos mais são verdadeiros!

Até a próxima

 

 

 

 

Escrito por Edu Merovíngeo às 17h36
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04/09/2008


Brilho que não apaga...

 

Das tantas coisas que se passaram em minha vida, um aprendizado ficará gravado para sempre em minha mente, uma verdade prática que aprendi a duras penas, só amor não basta, não em um relacionamento de verdade.

 

Para que um negócio dê certo é preciso assumir riscos, é preciso estar pronto e preparado para os momentos de turbulência, pois de uma coisa pode ter certeza, eles virão e cada vez piores, nos relacionamentos é assim também, muitas vezes precisei abdicar de certas coisas para estar com ela, para ouvir a voz dela, e mesmo estando tão distante poder senti-la ao meu lado, mais eu não quis assumir riscos, no momento mais difícil para nós dois eu me preservei, fui covarde, tive medo de estar errado e do que esse erro poderia representar, não levei em consideração a possibilidade de estar perdendo a mulher da minha vida, e agora vivo corroendo os momentos que poderiam ter sido e não foram, por mais incrível que possa parecer, ainda não aprendi a conviver com isso.

 

 Ontem eu estava vendo um filme chamado “Brilho eterno de uma mente sem lembrança”, e fiquei pensando que se eu pudesse esquecer que um dia a conheci eu estaria vivendo melhor, mais a verdade é que não, esquecê-la seria a pior coisa que eu poderia fazer, esquecer os momentos, tudo que dissemos e até mesmo nossas discussões, acho que eu não conseguiria viver sem essas lembranças, sem saber que ela existe e que eu ainda a amo, nunca vou esquecê-la, não quero esquecê-la, ela faz parte da minha vida e é com isso que eu vou viver até o fim dos meus dias.

 

Talvez eu até tenha me recuperado do vício que sentia por ela, estou aprendendo a amar contidamente...............................................

 

 

Até a próxima.

 

Escrito por Edu Merovíngeo às 17h29
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24/08/2008


Imensidão... Repleta de um nada sem fim

 

Há quanto tempo não venho aqui? Não sei dizer quantos dias fiquei ausente desse espaço que eu criei para tentar por um tempo esquecer problemas que me atormentavam o espírito, nesse tempo muita coisa eu enterrei, muita coisa eu deixei para trás na esperança de tentar junto com o esquecimento, apagar traços de uma história sem final feliz.

 

 

 

Não quero que pensem que por algum momento esqueci esse lugar, ou as pessoas que marcaram presença por aqui, mais às vezes é preciso dar um tempo, e eu tive ajuda nisso, um pouco depois do meu último post, alguma alma caridosa hackeou todas as minhas informações secretas, tudo que se pode imaginar foi embora da noite para o dia, senhas de MSN, ORKUT, E-mail, jogos online, tudo... Entre outras coisas perdi todos os meus contatos, amigos e amigas que de certa forma já faziam parte da minha vida, então eu resolvi dar um tempo, esquecer a Internet e o seu reino de mentiras e sonhos impossíveis.

 

 

 

Porém, como tudo na vida é passageiro aos poucos eu fui voltando, criando outra identidade virtual para substituir aquela que se apagou, e agora estou eu aqui, para mais uma vez partilhar experiências, atropelos e tropeços que só a vida me proporciona.

 

 

 

Tantas coisas aconteceram nesses meses que eu estive ausente, meu pequeno barquinho ficou a deriva no salgado oceano da vida, carregado por brisas e tormentas se distanciando cada vez mais de um porto seguro, sem ancora e sem remos, solto no infinito da vida, sem saber o destino, apenas o horizonte e um mar imenso e cheio de um nada sem fim.

 

 

 

Mais isso é outra história.

 

 

 

Abraço a todos.

 

 

Escrito por Edu Merovíngeo às 18h53
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19/08/2008


Estou voltando!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Para aquelas pessoas que ainda visitam esse esqueçido espaço, aviso que estou voltando......


Aguardem.

Escrito por Edu Merovíngeo às 20h50
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19/11/2007


A verdadeira beleza está na alma

 

 

As feias que me desculpem, mas beleza é fundamental....

 

 

Talvez seja muita pretensão minha discordar tão veementemente de Vinícius, o problema é que eu não acredito muito nessa frase, admito que em uma época remota da minha vida realmente a beleza poderia fazer a diferença, e lembrando da primeira pessoa por quem me apaixonei de verdade sei certamente que a beleza não tinha muita importância, afinal ela não era a moça mais linda que existia na minha vida, e isso nunca foi surpresa para mim, eu sempre soube, mais não fazia a mínima diferença. Independente da beleza externa a Michelle tinha alguma coisa que as outras não tinham, ela era inteligente e tinha uma sensualidade irresistível, costumava ostentar um brilho nos olhos que me deixava fascinado, às vezes me divertia fazendo papel de bobo mesmo não sendo só pra que ela me desse um pouco mais de atenção, hahaha!!! Como éramos infantis, o pouco tempo que ficamos juntos me marcaram profundamente, éramos muito diferentes, ela uma cdf intelectual, ingênua e sonhadora, enquanto eu era justamente o contrário, desinteressado de tudo e de todos, apreciador do RDP e tremendo causador de confusões, ainda hoje não entendo como nossos caminhos se cruzaram, mais sei que foi maravilhoso, ela me fez ver o mundo de outra forma, de novos ângulos, então pude perceber a importância de gostar de alguém verdadeiramente, foi muito duro entender que não tínhamos nascido um para o outro.

 

Os anos que vieram trouxeram outras garotas muito mais lindas, mais nenhuma tão interessante, nessa época a beleza ditava as regras dos  meus relacionamentos, como eu não conseguia me apaixonar por nenhuma, então, apenas o tesão valia a pena, foram inúmeros relacionamentos carnais e físicos, sexo e nada mais, sem amor, sem paixão, apenas beleza e só. Teve a Cecília, que foi a mais linda de todas, ela era a imagem da perfeição com aqueles olhos verdes fulminantes, nela não havia um só centímetro fora de lugar, um corpo perfeito e um sorriso lindo, o sexo era intenso e explosivo, mais todas as vezes que ela ia embora, meu desejo ia junto, não havia cumplicidade, não havia parceria, era só desejo e nada mais.

 

Muitos tempo se passou, eu envelheci, tive um filho, amadureci e a Angélica apareceu, e exatamente como a Michelle, a imagem não importou, mais tinha uma coisa diferente dessa vez, agora eu não era um adolescente, eu, homem feito pude perceber que, o que senti pela Angélica ultrapassou em muito o que senti pela Michelle, era amor verdadeiro e intenso.

Eu que tinha desistido de buscar esse amor, foi assim que ele chegou, do nada e despretensioso, me envolveu e me enclausurou, por ela eu morreria feliz, a Angélica também não era a garota mais linda do mundo, mais foi por ela que meu coração bateu forte outra vez, quem sabe um dia ele possa repetir tamanha travessura, porém, não tenho muita fé nisso. E até que esse dia chegue, se é que ele vai chegar eu continuo a vida, sozinho e sonhando, à caminho dos horizontes perdidos de Shangri-La.

 

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Ouvindo Vanessa da Mata, Você vai me destruir.

 

Escrito por Edu Merovíngeo às 19h30
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09/10/2007


Os anjos na minha vida

Hoje eu vim aqui falar sobre os anjos, bem, talvez o fato de crer em Deus me faz crer em anjos também, e os anjos estão presentes em minha vida das mais variadas formas possíveis, sem querer entrar em questões espirituais eu vou falar sobre aqueles anjos que não podem voar, anjos desprovidos de asas e que estão cada vez mais firmes me ajudando em minha heróica e messiânica missão em busca da algo que ainda não sei.

Acho que todo mundo tem um anjo do lado e nem se deu conta disso, eu pelo menos nunca percebi, até estar no fundo do poço e encharcado até a alma, ai sim, eu puder ver as pessoas que me deram força, que torcem por mim e que esperam uma volta por cima, ainda não sei se stou pronto pra ela.

 

Sim, esses são sem dúvidas os anjos da minha vida, pessoas comuns que também tem problemas mais que na hora do aperto sabem o que dizer para me fazer sentir bem, ou pelo menos tentar me fazer sentir melhor.

Um dia chamei alguém especial de “meu Anjinho”, sinto que esse “anjinho” estará sempre presente na minha vida, talvez não da forma como eu gostaria, mais estará lá, talvez acordando do lado do homem errado, mais eu sempre desejarei o bem dela ainda que esse bem implique em não estar comigo, quando se ama o bem estar e a felicidade da pessoa amada sempre vem em primeiro lugar. Não sou altruista, nem quero saber se ela está com alguém, quero apenas que ela seja muito feliz.

 

Deixo aqui um abraço especial para os meus anjos preferidos e que sempre tem palavras de conforto

 

Andréia e suas frases “torço muito por vc” e “espero que vc seja feliz”

Nauana, que certa vez me disse “o amor verdadeiro não acrescenta dores” e “quero sentir mais um pouquinho de alegria em vc, nem que eu tenha que fazer caretas por aqui’’ e mais ainda “quero trazer a memória aquilo que me dá esperança”.

 

O mundo sem anjos seria infinitamente triste, eu que o diga.

 

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Sem nada para ouvir

 

Escrito por Edu Merovíngeo às 21h04
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11/09/2007


Tanto faz

 

Não existe sentimento contrário ao amor. O amor na sua intensidade, na sua capacidade de fazer com que nós nos desprendamos de nós mesmo em favor daquela pessoa que tanto amamos, o Amor na sua simplicidade de querer sempre o bem do outro, mesmo acima do nosso próprio bem.

Então com base nessa idéia chegamos conclusão de que não existem antônimos para o Amor, não existe sentimento que ame ao contrário, ou seja lá como se expressa isso, fala-se do Ódio como o grande antagonista do amor, mais isso não é bem verdade, o ódio é passageiro, é momentâneo, não é para a eternidade. O ódio é um sentimento egoísta, mesquinho, prepotente e humano, muito parecido com a paixão, essa sim, totalmente diferente do Amor. A paixão é exatamente o contrário do ódio, também um sentimento egoísta, mesquinho, prepotente e humano, ao caso que o verdadeiro amor é mais que humano, é divino, quando Deus diz “façamos o Homem a nossa semelhança” foi isso que ele quis nos dizer, somos semelhantes a Deus quando amamos verdadeiramente, e isso nos faz eternos, assim como o amor verdadeiro é eterno, e dessa forma levamos dentro de nós uma pequena parcela de eternidade, basta que saibamos como amar.

*O amor é paciente, é bom, tudo crê, tudo suporta, tudo espera, não guarda rancor, não tem inveja nem orgulho, não é arrogante, é singular, único e infinito.

 

Falando dessa forma eu crio uma certeza de que o amor é invencível, e essa é a questão...

 

Mesmo sendo um sentimento tão forte e grandioso, o Amor é eterno mais não é invencível, o grande adversário do amor não é outro sentimento, pode parecer estranho más, o que realmente pode vencer o amor é um ato, uma ação, traduzida em duas simples e indiferentes palavras, o “TANTO FAZ”

 

A “TANTO FAZ” destrói a esperança, a alegria, fere no corpo e na alma, quantos “TANTO FAZ” anularam as chances de um verdadeiro amor? Quantos “TANTO FAZ” foram cúmplices da insensibilidade e da indiferença? Quantos “TANTO FAZ” vieram cheio de apatia e inércia, minando qualquer possibilidade de um final feliz? O “TANTO FAZ” te leva para um deserto sem fim, te faz viver uma vida em preto e branco.

 

É isso que o “TANTO FAZ” significa, não importa, não quero saber, não faz diferença, tanto faz......

 

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Ouvindo   Far Away  Nickelback, grandes lembranças...........

 

Escrito por Edu Merovíngeo às 18h01
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21/08/2007


Marquinha permanente

 

Todos os dias quando me olho no espelho, me chama a atenção uma pequena cicatriz que eu tenho no supercílio direito, fruto de uma das travessuras que eu costumava fazer quando era criança. Com o tempo ela foi ficando quase imperceptível mais continua lá, dia após dia ela está lá envelhecendo comigo, me lembrando de como é perigoso dar saltos maiores que as pernas, e o legal de tudo isso é que vou morrer com ela, e se vivo eu estiver mesmo daqui a cem anos ela vai estar comigo, resumindo, essa pequena cicatriz agora é parte de um todo que sou eu, ela sofre, ela ri e chora comigo é uma companheira inseparável...

 

Existem pessoas que são assim também, como a minha cicatriz, elas costumam deixar marcas, impressões pessoais, visíveis e invisíveis, é esse o ponto central desse post, eu vim falar sobre essas pequenas marcas que nos acompanharam pra sempre, as visíveis se restringem ao modo de vestir, ou um brilho diferente no olhar, e por ai vai... Essas são meio superficiais

Mais ao contrário das cicatrizes que ficam expostas as marcas mais importantes que alguém pode deixar são aquelas que não conseguimos ver, aquelas que ficam cravadas dentro do coração e da alma, o tempo passa você envelhece, muda as perspectivas, as ideologias, mais as marcas, essas vão ficando, assim como a minha pequena cicatriz, são eternas enquanto você existir. Eu me pergunto às vezes se a Angélica sabe
quantas marcas eternas deixou em mim, ou quantos pedaçinhos dela fazem
parte da minha vida agora, pedaçinhos que levarei por toda minha história,
me lembrando, me fazendo perceber o quanto a amei e amo.


E quanto às marcas que deixei? Será que foram eternas também ou
simplesmente momentâneas? Essa pergunta eu deixo sem resposta, afinal eu
não tenho resposta para tudo, não sei se sou uma pessoa tão marcante assim. Algumas pessoas são inesquecíveis, outras apenas passageiras, eu pelo menos gostaria de pensar que fui inesquecível!!!!!!!!!!!!
 

 

Escrito por Edu Merovíngeo às 19h48
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13/08/2007


Voltando para casa!!!

 

 

Estou de volta, não que eu tivesse sumido ou desistido disso aqui, mais a verdade é que eu estava precisando de férias sabe? Depois de quase três anos eu resolvi que precisava parar um pouco, descansar, e esquecer um pouco da vida e da série de catástrofes que me rodeavam, dei um tempo geral, parei com os meus jogos no PC, com o MSN, com conversas fiadas e parei também de procurar motivos pra sofrer, já me basta à vida cheia de atropelos, fui viajar e esquecer um pouco a “Pneumonia Mental” que castigava meu corpo e minha alma.

E confesso que nesses últimos temos fui vítima desse terrível mal, que só me fazia enxergar problemas, horrores, desgraças. Fazendo-me egoísta, só falando de doenças, mal de outras pessoas, vivendo para reclamar de tudo e de todos, perdendo a crença nas pessoas e em mim mesmo.

 

Certo dia ouvi uma amiga dizer que precisávamos evitar pessoas negativas, ambientes carregados de inveja, notícias ruins que invadem a nossa mente, então eu pensei “como posso evitar a mim mesmo?”, e a resposta me veio galopante e barulhenta, gritando aos quatro ventos “Pé na estrada!!! Esqueça tudo, e seja feliz!!! Você merece!!!”.

 

E foi o que eu fiz, taquei o pé na estrada, acelerando minha moto a mil por hora, sentindo o vento no rosto e o gosto da liberdade no prazer de voar, pena que acabou tão rápido e agora é hora de voltar, mais de uma coisa podem ficar certos, estou voltando renovado e pronto para mais algumas batalhas.

 

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Ouvindo  Creedence  Have you ever seen the rain

 

Escrito por Edu Merovíngeo às 18h08
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06/07/2007


O lado negro do Amor



Certa vez estava eu numa roda de amigos discutindo sobre o amor e nos absurdos que esse vilão nos faz cometer, nesse dia eu lembro que defendi a tese da “Síndrome do Darth Vader” !
Quando falamos sobre os maiores vilões da história do cinema um personagem se sobrepõe aos demais, quem poderia esquecer o diabólico Darth Vader, com seu capacete negro e sua respiração pesada, com seu ar de nazista sem piedade nem escrúpulos. Darth Vader é um ícone da maldade, o próprio mau personificado, porém, nem mesmo o Darth era mau no início da história, o que nos leva a seguinte pergunta... O que leva um ser humano a abrir mão de sua personalidade heróica e benfeitora para incorporar o símbolo da morte , terror e destruição?

A resposta é simples, o Amor, o amor e suas nefastas contradições...O jovem Skywalker era um Jedi, seu dever era lutar pela justiça e pela verdade, mais ela cometeu um erro fatal para um Jedi, ele se apaixonou, e segundo o mestre Yoda, o amor era um sentimento que conduzia ao lado negro da força, mais isso não o impediu, até que um dia ele teve uma premonição, ele viu sua amada morrendo, e ele não conseguia salvá-la, então ele foi ao conselho e a resposta que teve dos mestres era de que a morte é não passava de um processo natural e que nada poderia ser feito, foi quando surgiu o Lorde Sith e prometeu ao Jedi uma forma de enganar a morte, ele deveria seguí-lo adotando o lado negro da força, pois só assim ele alcançaria o poder para salvar sua amada, não teve outra, ali nasceu Darth Vader e sua primeira missão, destruir todos os Jedis, e assim foi feito, nem mesmo as crianças que treinavam para ser futuros Jedis escaparam, no final das contas ele não conseguiu salvar a vida da moça pq ela havia preferido morrer a ver as maldades que ele tinha feito por ela, quando ela morreu levou consigo o ultimo traço de humanidade que existia no coração do Skywalker só restando o terrível Darth Vader

Então eu pergunto, se vc soubesse que o grande amor da sua vida fosse morrer e que talvez houvesse uma esperança mesmo baseada numa possível mentira de que vc poderia impedir, o que vc faria??? Vc cruzaria os braços e esperaria pra ver, ou vc tentaria evitar que essa pessoa morresse??? Eu respondo por mim...

Eu me tornaria Darth Vader por 10 vezes!!!!!!!!!!

E se pensarmos direito todos temos um Darth Vader dentro de nós.

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Escrito por Edu Merovíngeo às 16h51
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24/06/2007


Morrendo lentamente.

 

 

Venho curtindo uma tristeza que não é mole! O que me deixa sem jeito é não saber, e de certa forma sabendo, os porquês deste meu sofrimento. Desaprendi a amar? De compreender? Tornei-me egoísta?

 

Sabe aquele tipo de doença que se espalha lentamente pelo corpo? E pouco a pouco vai corroendo, destruindo os órgãos, as células, até que não reste mais nada e a pessoa morre? Às vezes ela vem com uma sutileza maquiavélica, silenciosamente pequena, microscopicamente mortal, você passa anos com ela, vivendo uma espécie de coexistência pacífica, ela passa despercebida sem que você se dê conta de que algo tão temível vive dentro de você, e que você de certa forma mesmo sem saber a alimenta dia a dia.

A doença de que estou falando é a Mágoa, ou o rancor, como vocês acharem melhor. A mágoa é como um câncer, quando você pensa que tudo está bem, ela vem sorrateira como uma cascavel e morde o seu calcanhar, ela acaba com os seus sonhos, na verdade ela te impede de sonhar, ela não se contenta apenas com a proeza de ter matado o amor que um dia você sentiu, ela é faminta e está sempre querendo mais, aos poucos ela se espalha e vai destruindo sua esperança, ela faz você perder a fé em Deus, nas pessoas e em si mesmo.

Com o tempo vc se acostuma com ela, e passa a crer que enxergar as coisas com amargura é natural, seus amigos e as pessoas que convivem com vc passam a evitá-lo, pois sua falta de alegria, de entusiasmo, e até mesmo de senso de humor o tornam insuportável, e isso nem é culpa sua, vc está doente, vc tem mágoas no coração, um dos sintomas da mágoa é justamente o de fazer vc pensar que não a tem, vc diz “eu superei tudo isso, hoje não sinto mais nada”, e ela continua ali, sussurrando coisas no seu ouvido, sugestionando certos atos, certas ações, transformando um ser humano em um monstro sem alma.

 Não há mais alegrias e nem sorrisos, aqueles olhos brilhantes e o desejo de um dia descobrir o que existe por trás do horizonte morreu, tudo foi corroído por um sentimento escravizador da alma, e só restou o vazio, a frieza e a amargura de uma mente sem lembranças, pois até mesmo o grito das boas lembranças é sufocado pelo oceano escuro e frio da indiferença.

 

Socorro!!!!!!!!  Eu estou muito doente.

 

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Ouvindo Good Bye my lover, James Blunt

Escrito por Edu Merovíngeo às 18h27
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07/06/2007


Entre trancos e barrancos... Trinta!!!!!

Hoje e o grande dia, e quem lembrará desse dia? É triste mais acho que ninguém vai lembrar, e isso não é nenhuma surpresa, e o mais engraçado é que nem mesmo minha mãe lembra (não posso reclamar sobre isso pq eu também nunca lembro o dela), então daqui a alguns dias ela vai me ligar perguntando “você fez aniversário no dia 07?” e eu sarcasticamente digo  “acho que sim”. Se bem que eu nem ligo muito para esse lance de aniversário, mas não é todo dia que se completa trinta anos, estou entrando em mais um capítulo da minha vida sem ninguém para comemorar e sem ter o que comemorar também.

 

Quando eu era criança, eu nunca soube o que queria ser quando crescesse, e hoje depois de crescido, confesso meio envergonhado que ainda não sei, e quando me olho no espelho “pasmem” nem me reconheço às vezes, mais hoje foi diferente, acordei cedo, pra ser exato minha insônia nem me deixou dormir direito, vi o sol nascer e tomei um banho frio pra espantar a cara de zumbi, me barbeei e fiquei olhando meu rosto, nem velho, nem jovem e com alguns fios de cabelos brancos despontando aqui e ali, admito que gosto deles, me dão um charme especial. E pensando um pouco sobre as coisas que fiz até agora, me vem a certeza de que ainda não realizei o meu maior sonho, meu maior desejo reside em uma pessoa que não está ao alcance de minha mão; sentimentalidades? Talvez...

 

A despeito de minhas confusas ilusões sentimentais, tenho muito que aprender, pois da vida muito pouco sei, e ainda trago comigo uma certa inocência infantil. Ainda jogo vídeo game, tenho medo de filmes em preto e branco e de dormir em casas estranhas,  posso passar horas rindo dos desenhos do Pernalonga e do Frangolino, e quando brinco com o meu filho de sete anos é difícil definir quem é a criança de verdade, ainda tenho a vaga impressão de ter visto num certo natal um velhinho de barba branca e comprida andando pela casa, tenho um pavor indescritível de aranhas.

Só que hoje, e a partir de hoje eu tenho trinta anos!!! Porém, não vou mudar muito com isso, ainda vou ser a mesma pessoa, o mesmo homem que se apaixonou por uma menina mais jovem e mais alta, com uma única diferença, vou tentar ser mais austero e quem sabe, menos medroso ...

 

Já dizia aquele moço que virou santo...

“Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Agora que me tornei homem, precisei esquecer as coisas de criança.”

                                                                                                                                                             I Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios

 

Decididamente, sou mais uma criança que cresceu e envelheceu rápido demais

 

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Ouvindo Vilarejo, Marisa Monte

Escrito por Edu, dos corações solitários às 14h30
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28/05/2007


Angústia e lamentações



* “Das visões que me perseguiam naquelas noites compridas umas sombras permanecem, sombras que se misturam à realidade e me produzem calafrios”

                                                                                                                                                         * (Texto do livro Angústia, de Graciliano Ramos)



Hoje eu vim falar sobre a angústia, esse maldito sentimento de aflição que tem tomado conta das minhas noites mal dormidas, venho me sentido como aquele homem daquela história, que amava uma mulher e derepente ela morre, e no auge do seu luto e desespero, ele procura alguém pra desabafar sua dor, só que as pessoas não querem ouvir seus lamentos, então sem ter a quem recorrer, bambeando entre a loucura e a lucidez ele resolve contar sua tristeza para o seu cavalo.


E eu? Que nem cavalo tenho, faço desse espaço um lugar de refúgio, onde posso colocar pra fora sentimentos que me fazem imensamente infeliz, mais não venho aqui falar de uma tristeza comum daquelas que atormentam os corações feridos, a minha tristeza é ansiosa, que parte de um sentimento, que tem necessidade de causa, motivo e razão de ser, e por mais que eu tente, é uma tristeza que não passa, e trás com ela sentimentos de apatia, indiferença, desesperança, falta de perspectivas ou prazer pela vida, os mais “espertos” me diriam que tudo isso é um sinal claro de depressão, e se não fosse eu tão teimoso poderia até concordar com esse diagnóstico, mais talvez eu não queira concordar com isso, talvez eu queira viver trazendo comigo um belo sorriso, mas o sorriso que eu levaria não seria um sorriso sincero, não de verdade, seria um sorriso mascarado, se todos soubessem quanta tristeza pode se esconder por trás de um simples sorriso, e os olhos são os grandes delatores, por que o rosto pode até parecer feliz, mais os olhos não conseguem disfarçar a tristeza que existe na alma.



Quem sabe se não chegou a hora de desistir de perseguir a felicidade, e aceitar as coisas como elas são, e que não tenho grandes amigos por aqui. Ando pelas ruas com a estranha sensação de deserto, cáustico, vazio e sufocante, não há ninguém por aqui, estou completamente sozinho em um mundo repleto de estranhos, onde está o meu amor? Não sei dizer...



É com grande surpresa que tenho notado o número de visitas sempre crescente aqui nesse espaço, apesar da falta de comentários (com exceção da moça que busca diamantes e que sempre se faz presente), que me desculpem todos os que vêm aqui, mais vocês não encontrarão aqui palavras do tipo “Você possui o necessário para atingir a grandiosidade em tudo que você quiser”, ou “Você tem dentro de si o potencial para conquistas extraordinárias.”. No momento, só me resta amargura para compartilhar.



Eu queria ter a grandeza de espírito de poder rir do vento, assim como a minha amada faz com tanto desprendimento, mais eu não sei, não fui capaz de aprender, e agora só me resta o vazio de mais uma noite sem fim...

 



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Ouvindo Espanhola, 14 Bis.


Escrito por Edu, dos corações solitários às 19h55
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